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[ Notícia 12599 ]
25/06/2025
Mulheres na Engenharia: contrariando as estatísticas, Bairro Harmonia tem 100% da engenharia coordenada por mulheres
Mesmo representando mais de 50% da população, apenas 20% dos registros no Confea/ Crea são de mulheres

Em junho o Brasil comemora o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, mas o país ainda enfrenta um grande desafio: embora as mulheres representem 51,5% da população, elas ocupam apenas cerca de 20% dos registros ativos na engenharia nacional, segundo dados do Confea/Crea. Mesmo assim, profissionais como a engenheira Carolina Inojosa de Andrade vêm rompendo barreiras e assumindo papéis de destaque em empreendimentos de grande escala — como é o caso do Bairro Harmonia, considerado o maior projeto urbano em andamento no estado.
Carolina está à frente da obra desde abril de 2024 e lidera uma equipe de cerca de 80 colaboradores, entre operários e técnicos. Ao lado de duas engenheiras - Tatiana Côrtes Inojosa de Andrade e Katiusca de Carvalho Freire - que comandam frentes específicas do empreendimento, ela coordena todas as etapas da construção de um bairro planejado que vai além da moradia. O Bairro Harmonia integra escola, comércio, áreas de saúde, lazer e mobilidade, propondo um modelo urbano conectado com a realidade da população. "O que me atraiu foi o propósito: é um projeto desenhado com empatia, onde a cidade faz sentido", destaca.
Com 11 anos de experiência em obras residenciais, comerciais e hospitalares, Carolina soma conhecimento técnico e sensibilidade na gestão. Para ela, a presença feminina traz vantagens competitivas ao setor: atenção aos detalhes, organização, boa comunicação e empatia no trato com as pessoas. “Não entregamos apenas estruturas, mas ambientes onde as pessoas vão viver de verdade”, afirma.
Neste cenário, o Dia das Mulheres na Engenharia reforça a necessidade de ampliar oportunidades e representatividade. Para Carolina, mais mulheres em cargos de liderança significam um setor mais diverso, eficiente e conectado com as pessoas. “A equidade precisa ser real. Competência não tem gênero”, conclui.
FOTO: da direita pra esquerda: Tatiana de Andrade (engenheira de campo), Katiusca Freire (engenheira de suprimentos) e Carolina Côrtes (coordenadora de obras).
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