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[ Notícia 13921 ]
22/05/2026
Semana de Luta Antimanicomial é marcada por atividades inclusivas
Rio das Ostras montou programação com atividades educativas e de conscientização e ainda celebrou os 19 anos do CAPS II

A Secretaria de Saúde de Rio das Ostras promoveu uma programação especial para celebrar a Semana de Luta Antimanicomial, com atividades educativas, de conscientização e integração, envolvendo as pessoas atendidas pelas unidades de Saúde Mental, profissionais de saúde e população.
Na última quinta-feira, 21, na Sede da Prefeitura, no loteamento Atlântica, servidores municipais e a população puderam apreciar pinturas e desenhos feitos pelos pacientes do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS e do CAPSi – Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil.
A exposição também contou com peças artesanais elaboradas pelas pessoas atendidas nessas Unidades, como chaveiros, bolsas de crochê, panos de prato, flores de materiais reciclados e até brinquedos. Os produtos foram criados durante as oficinas terapêuticas. A musicoterapeuta Tainá de Souza teve a companhia dos usuários do CAPS para levar música ao público.
Na ocasião, os técnicos da Saúde Mental percorreram os departamentos da Prefeitura e distribuíram materiais informativos, conversando com servidores e a população sobre a importância da Saúde Mental, da inclusão dos pacientes no meio social e do fortalecimento de vínculos como parte do processo terapêutico.
A programação também contou com entrevista da subsecretária de Atenção Especializada, Deiva Motta, e do coordenador de Saúde Mental, Alessandro Barbosa, em rádio local, no Dia da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio.
Na última terça-feira, 19, um evento comemorativo celebrou os 19 anos do CAPS II, com uma festa organizada pelos técnicos da Unidade e usuários.
“Celebrar mais um aniversário do CAPS II é reconhecer a força do trabalho comprometido, humano e acolhedor desenvolvido diariamente por toda a equipe do serviço. Meu agradecimento e admiração a cada profissional que, com dedicação, sensibilidade e responsabilidade, contribui para a construção de um cuidado em liberdade, pautado no respeito, na escuta e na defesa da vida. Parabenizo todos pelo excelente trabalho realizado e pela importância que o CAPS II representa para a Saúde Mental do nosso Município”, diz Alessandro Barbosa.
CUIDADO SEM EXCLUSÃO – O CAPS tem um papel central na Luta Antimanicomial. Sua principal função é oferecer cuidado de forma humanizada e integral, ajudando os pacientes e suas famílias. O CAPS é importante para fazer a articulação do cuidado em rede, inserindo essas pessoas nos locais que necessitam e desejam, seja no Município ou fora dele.
“Nosso papel na Luta Antimanicomial é promover cuidado em liberdade e inclusão social, fazendo com que os usuários possam ocupar diferentes espaços no território, além de evitar internações desnecessárias”, explica a coordenadora técnica do CAPS II, Priscilla Messeder.
O CAPS realiza aproximadamente 2.500 atendimentos mensais, com cerca de 800 usuários ativos cadastrados. A Unidade promove uma série de atividades terapêuticas, entre elas a Rádio CAPS, oficina de vídeo, Grupo de Gestão Autônoma da Medicação, oficinas de artesanato e rodas de conversa, que acontecem diariamente. A Unidade oferece atendimentos individuais de forma pontual, além de atividades externas e visitas domiciliares.
A equipe do CAPS é multiprofissional, composta por nutricionista, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, técnico de enfermagem, médicos psiquiatras, além dos profissionais de apoio e administrativo.
CAPSi – A Rede de Atenção Psicossocial de Rio das Ostras conta também com um CAPSi, que atende crianças e adolescentes de 3 a 18 anos incompletos, com transtornos psíquicos de moderado a severo, incluindo pessoas dentro do espectro autista, com TDAH, dificuldades de adaptação à escola, que fazem uso de substâncias psicoativas, entre outros casos, acompanhados a partir de um projeto terapêutico individual, de acordo com cada necessidade.
“O CAPSi traz essas crianças e adolescentes para a sociedade. Pessoas que em outros tempos seriam trancadas em casa ou em hospitais e que têm direito de ocupar espaços onde todos estão. Trabalhamos a questão da inclusão também com eles e com a sociedade. Muitas pessoas dizem que antigamente não se via tantas crianças e adolescentes com transtornos, mas é porque elas não estavam visíveis, elas estavam excluídas”, explica a psicóloga Rosamaria Domingues, do CAPSi.
MOÇÃO DE APLAUSOS – Como reconhecimento ao trabalho desenvolvido, na última quarta-feira, 20, o Ambulatório de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde, recebeu uma Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Rio das Ostras.
A honraria destaca o profissionalismo e a dedicação do corpo técnico, além do papel do Ambulatório na promoção da dignidade humana, inclusão social, cuidado emocional e fortalecimento das políticas públicas de Saúde Mental.
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